Homo deus

Atualizado: Out 4

Sim, o autor de Genesis estava certo quando disse que somos deuses.





Não somos somente a imagem e semelhança de Deus porque, como Deus, criamos a vida conscientemente, mas criamos a vida a todo o momento, a cada instante, a cada escolha.


Ao escolher a vida sobre a morte, por exemplo, a cada refeição, criamos vida.


A vida não é um ser senciente com pernas e braços sob os quais se locomove livremente, ela demanda um piloto ou direção.


O movimento, aliás, é uma das características principais da vida. A decisão do caminho que a vida deve seguir demanda criação. Por essa razão “cocriamos” nossa realidade. Por essa razão somos deuses pois criamos nossa própria vida à nosso bel prazer. Somos deuses pois, como Ele, temos o poder de criar nossa própria vida e não somente a nossa, mas de plantas e animais. Podemos levar a vida a outros planetas e quem sabe um dia à outras galáxias e sistemas solares. Sim, somos deuses.


Somos deuses pois traduzimos nosso livre arbítrio em criação, o tempo todo. E quando o processo de criação se torna consciente e pacífico, ou seja, quando a criação visa o bem-estar do todo ao qual está inserida, essa pequena divindade humana se alinha à grande divindade universal pois essa é sem dúvida a intenção da grande divindade.

O livre arbítrio é o motor de criação que o homem herdou da grande divindade. O “sopro da vida” é o sopro da liberdade, o sopro da criação. O livre arbítrio é o veículo sobre o qual a espécie humana viaja pela estrada da evolução e sua consciência é o piloto. Daí a importância do papel da consciência na construção da realidade. A consciência do homem é, portanto, o agente de construção de todo o seu próprio universo.


Sem a consciência toda a construção humana se resume ao acaso e ao resultado de um conjunto de ações e eventos aleatórios regidos por um livre arbítrio meramente biológico, tal como fazem os animais não humanos.


E é precisamente nesse ponto que reside a magnifica importância do respeito e adoração aos animais não humanos pois, uma vez desprovidos do livre arbítrio consciente, permanecem conectados à essência divina desde o começo dos tempos e por toda a eternidade.


Se conectar ao reino animal não humano, assim como ao reino vegetal, é, portanto, automaticamente, se conectar à Deus e à Criação. Por consequência, naturalmente, qualquer desconforto que se cause à qualquer obra da criação, animai ou vegetal, ainda mais de forma consciente, caracteriza-se como uma interferência nos processos de criação divina.


Ao negar essa realidade, penso, o homem expõe aquela característica que melhor reflete o poder da sua consciência: o poder de negar a si mesmo, sua própria origem, sua essência e seus valores, uma estória muito bem contada no conto de desobediência de Eva. O poder o ego.


E nesse ponto encontramos mais uma prova de que sim, somos deus, pois como ele, não somente criamos conscientemente mas também destruímos.


Como Deus destruiu suas obras no grande diluvio, o homem destrói, se quiser, num dilúvio de rancor, ódio ou prazer, sua família e seus relacionamentos.


Sim, você é o deus da sua vida.

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