Você é maduro como uma criança?

Você já parou para pensar no que significa maturidade?


Eu concordo plenamente com Osho que define maturidade como "infância recuperada".


Oras, sim!

Dizemos que uma fruta está "madura" quando ela está no ponto apropriado para cumprir sua missão de vida: alimentar um outro ser. Se compreendermos (como eu o faço) que a missão de todo e qualquer ser humano é tornar a vida e o mundo mais agradável e prazeroso para Todos, entendemos que um ser humano "maduro" é aquele que está supostamente pronto para cumprir sua função na sociedade.


Ao dizer que maturidade é a "infância recuperada", Osho nos remete a reflexão de quem somos no mais profundo do nosso ser, ou seja, aquilo que somos antes de sermos formatados pelos padrões sociais externos.


Teria Joseph Smith Jr fundado a Igreja de Jesus Cristo do Santos dos Ultimos Dias se tivesse nascido de pais mulçumanos? Ou teria Osama Bin Laden atacado as torres gêmeas se tivesse nascido na América cristã? Certamente não.


Mas então quem somos?

Ou melhor, quem éramos antes de nascermos uma vez que ao nascermos temos nossas opiniões, visões de mundo, estilo de vida, crenças políticas e religiões delegadas ao todo que nos cerca?


A maturidade, portanto, nada mais do que a habilidade ou qualidade de olhar para sí no espelho da vida e perceber as amarras, algemas, vedas e tampões que nos amarraram, cegaram e ensurdeceram durante toda nossa jornada. Somente um ser maduro é capaz de perceber e romper com crenças limitantes e padrões ideológicos, políticos, religiosos e sociais a ele impostos pelo meio.


Quem se lembra de ter visto uma criança no playground se recusar a brincar ou interagir com outra criança pela roupa que veste (que em muitos casos denuncia suas crenças)? Não! Crianças não sabem o que são crenças e pouco se importam com elas. É por isso que odeiam acompanhar os pais a qualquer compromisso "formal" como missas, cultos e afins. Mal conseguem ficar quietos e pouco se importam em entender sobre a ideologia que tentam lhe impor; sua mente e, principalmente seu coração estão em outro lugar. Eles estão onde realmente importa: lá fora, na pedrinha, na terra, na flor, na formiguinha, no sorriso do pedinte que passa do outro lado da rua a quem eles não veriam problema algum em dar um abraço ou estender a mão.


Ser maduro é, portanto, apenas SER. Longe de tudo o que lhe foi imposto, apenas ser. Ser capaz de encontrar e conhecer sua própria essência. Descobrir a inocência, humildade e a compaixão que habitam no centro do seu coração e abordar a vida com amor e paz, se recusando a causar mal de qualquer espécie ao mundo.


Maturidade é, de fato, o maior dos paradoxos da vida pois ser maduro é ser criança de novo.

No entanto é um novo tipo de infância. É uma infância consciente. É uma infância responsável, desperta, aguda e repleta de benevolência. Uma infância que vive no aqui e no agora e que enxerga, sente e ouve os anseios do mundo e não mais apenas os segue; agora ela os guia.



Isso é maturidade.

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